Uma vez eu viajei prá fora e quando cheguei no destino, percebi que o fecho da minha mala tinha sido arrombado. A mala estava inteira, mas o cadeado e parte do fecho simplesmente não estavam mais lá. Nada de mais grave, mas acho que foi rotina de inspeção. Na época não existia ainda o cadeado TSA e o cadeado que eu tinha, não era compatível e acabou cortado. A mala passou a viagem inteira e voltou prá casa sem cadeado nenhum, porque onde eu estava não tinha muito o que fazer. Na verdade, na época, eu tinha 19 anos e queria aproveitar a viagem, então arrumar isso nunca foi uma prioridade prá mim.
Cadeado é um detalhe pequeno, do tipo que ninguém para para pensar na hora de fazer a mala, mas que pode gerar um transtorno chato quando a bagagem já está fora do controle do viajante.
Cadeado comum x cadeado TSA
Um cadeado comum só abre com a chave ou combinação que o viajante definiu. Se for preciso inspecionar a mala e não houver como abrir esse cadeado, a solução costuma ser cortar ou forçar e isso acaba virando uma dor de cabeça depois. Se isso acontecer logo na primeira inspeção por onde a mala passar, será um problema que você terá que resolver durante a viagem.
O cadeado TSA é diferente porque tem um sistema compatível com chaves-mestras usadas por agentes de segurança em determinados aeroportos, principalmente nos Estados Unidos, onde esse padrão é mais difundido. Isso permite abrir a mala para inspeção sem destruir o cadeado, e depois fechar tudo de novo normalmente.
É bom saber que TSA não é uma exigência universal, válida para qualquer mala em qualquer aeroporto do mundo. É um padrão ligado principalmente a voos e conexões dentro (ou envolvendo) os EUA. Fora desse contexto, o cadeado comum pode não fazer diferença nenhuma, nem para melhor, nem para pior.
O que ele não resolve
Cadeado nenhum torna a mala à prova de tudo. Ele ajuda a manter a bagagem fechada e desencoraja abertura casual, mas não é garantia de segurança contra furto, e muito menos um cofre portátil.
Por isso documentos, dinheiro, cartões, eletrônicos importantes e medicamentos essenciais não deveriam depender da proteção de um cadeado na bagagem despachada, isso deve ser sempre levado na bagagem de mão.
Como escolher
Procure o símbolo vermelho em formato de losango (ou indicação equivalente) que sinaliza o padrão TSA. Existem modelos de chave e de combinação numérica; para adolescentes, a combinação costuma evitar o problema clássico de perder uma chave pequena no meio da bagagem. Só que a senha precisa ser memorizada ou anotada num lugar seguro e nunca colada na própria mala.
Como testar antes de viajar
Antes do embarque vale conferir alguns pontos com calma:
- se o cadeado é TSA de fato;
- se o jovem sabe abrir e fechar sozinho;
- se a senha foi testada e funciona;
- se a família tem a combinação registrada em algum lugar seguro;
- se o cadeado não trava ou emperra;
- se o zíper da mala está em bom estado.
É rápido de checar, mas evita um problema chato bem no meio da viagem.